Revolução de Jasmim

ثورة الياسمين In memoriam de Mohamed Bouazizi A púrpura tirou-lhe o pão E a humilde banca de frutas. Sem meios para o sustento, Azizi vende dor "a todos aqueles que sonham com a liberdade".   Nos muros, palavras oníricas viraram concreto pelo concreto Ou virarão algum dia? Ele imaginou o saldo de seu gesto? Se... Continuar Lendo →

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O Nada

Hoje, infelizmente, faleceu a avó de uma de nossas sincronistas: Viviane. Gostaria de homenagear a Sra. Guerta, embora nunca a tenha conhecido, creio que se ela ajudou a educar nossa querida amiga tão bem, ela só pode ter sido uma mulher fantástica. O nada Thaís de Godoy Morais   Nada se extingue. Tudo o que... Continuar Lendo →

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O quinto cavaleiro do apocalipse

Mil Palavras por Dia

Nas alturas do céu de algodão, uma trombeta soa e silencia todo o planeta, proferindo uma música sombria e desproporcional ao tamanho do instrumento. Quem a carrega é um anjo de cabelos negros, coberto por vestes de prata, cuja tarefa é anunciar a chegada do quinto cavaleiro do fim do mundo.

Ao contrário do que indicavam as profecias, o número correto de cavaleiros do apocalipse não era quatro, embora a Peste, a Guerra, a Fome e a Morte sejam as grandes emissárias da desolação. Elas já estão presentes, em larga escala, desde o início dos tempos – ou há tempo suficiente para não serem mais consideradas tão temíveis assim. Talvez, justamente por isso, Deus tenha guardado em segredo o pior de todos os seus servos e, no momento oportuno, tenha decidido enviá-lo à Terra como arauto do Armagedom.

Ainda era cedo na história da humanidade quando o primeiro selo…

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Vivência de Escrita

Para você que nos acompanha por aqui, temos um convite especial! Dia 09/03, sábado, realizaremos uma vivência de escrita no Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos. O evento é gratuito e voltado para mulheres de todas as idades. A escrita é uma poderosa ferramenta para conhecer a si mesma. Através das palavras, que... Continuar Lendo →

Estagnados

Mil Palavras por Dia

Não somos quem gostaríamos de ser, somos folha que o rio carrega: levados pela correnteza dos acontecimentos, da margem pacata até as pedras maciças das cachoeiras. Chegamos ao nosso destino, nosso mar, não por vontade própria, mas por mãos invisíveis que nos conduzem através dos dias, meses, anos.

Me pergunto o que aconteceria se saltássemos desse leito fluvial dos acasos e tomássemos as rédeas de nossos caminhos. Será que poderíamos ser tudo aquilo o que desejamos, almejamos, idealizamos?

Nesse imenso e profundo oceano da existência, somos iludidos por pensar que decidimos alguma coisa. Somos tão frágeis, tão ínfimos, impulsionados de um lado para o outro por ventos revoltos – que, vez ou outra, são capazes de nos arrancar as raízes.

Para onde iremos, com pés assim tão descalços?

Não somos livres como gostaríamos de ser, somos escravos de mestres desconhecidos, mas os olhos no umbigo nos impedem de enxergar as…

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