O Nada

Hoje, infelizmente, faleceu a avó de uma de nossas sincronistas: Viviane. Gostaria de homenagear a Sra. Guerta, embora nunca a tenha conhecido, creio que se ela ajudou a educar nossa querida amiga tão bem, ela só pode ter sido uma mulher fantástica. O nada Thaís de Godoy Morais   Nada se extingue. Tudo o que... Continuar Lendo →

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Post Destacado

À Palestina

Poética de Botequim

À Palestina,

o sangue, que jorra das veias de seu povo,
É esquecido, é ignorado.
Até quando fingiremos que tudo é normal?
Até quando viraremos as costas àqueles que sofrem
de um grande mal?

“Assim caminha a humanidade”, uns dizem.
Outros permanecem calados,
Enquanto seus filhos se esquivam da morte sem
Saber se seus passos serão lembrados.
Todos eles serão só números quantificados?
Alguns ainda virarão teses de doutorado,
Mas sem nome, sem lar, nem água nem chão,
Todos seus filhos serão prisioneiros em seu próprio torrão?
E todos nós sem a vergonha de deixar
que isso aconteça a um irmão?

Godoy
11-07-À Palestina,2012

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A noite dissolve os homens

Poética de Botequim

A noite desceu. Que noite!
Já não enxergo meus irmãos.

E nem tão pouco os rumores que outrora me perturbavam.

A noite desceu.
Nas casas, nas ruas onde se combate,
nos campos desfalecidos, a noite espalhou o medo e a total incompreensão.

A noite caiu. Tremenda, sem esperança…
Os suspiros acusam a presença negra que paralisa os guerreiros.

E o amor não abre caminho na noite.
A noite é mortal, completa, sem reticências,
a noite dissolve os homens, diz que é inútil sofrer,
a noite dissolve as pátrias, apagou os almirantes cintilantes! nas suas fardas.

A noite anoiteceu tudo… O mundo não tem remédio…
Os suicidas tinham razão.

Aurora, entretanto eu te diviso,
ainda tímida, inexperiente das luzes que vais ascender
e dos bens que repartirás com todos os homens.

Sob o úmido véu de raivas, queixas e humilhações,
adivinho-te que sobes,
vapor róseo, expulsando a treva noturna.

O triste…

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Revista Sincronistas – 5ª Edição

  A 5ª edição da Revista Sincronistas demorou um pouco mais do que esperávamos. E não foi à toa. Os últimos meses foram bastante atribulados - tivemos eleições, batalhas pessoais a travar, lutas e lutos, intervenções artísticas, participação na FLIM, palavras e vivências partilhadas offline. Tivemos também a companhia de uma profunda tristeza, pois descobrimos que... Continuar Lendo →

Requerer

Poética de Botequim

Como pedir a uma gota de chuva que se suspenda no ar?

Como pedir, em pleno voo, às asas dos pássaros que parem de bater?

Como pedir ao vento que pare de soprar?

A um rio que pare de correr;

Como solicitar a um tigre faminto que não devore sua presa?

Ou requerer a um raio que interrompa seu curso,

Para não chamuscar uma árvore indefesa?

Ou pedir ao sol que pare de brilhar?

Como? Como? Como?

Só as rochas podem pedir algo assim…

Se um impulso se consegue reprimir prudentemente,

É porque não é tão ardente seu querer.

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Safo de Lesbos

Poética de Botequim

Convite de Alceu a Safo

“Oh! pura Safo, de violetas coroada e de suave sorriso, queria dizer-te algo, mas a vergonha me impede.”

Safo lhe respondeu:

“Se teus desejos fossem decentes e nobres e tua língua incapaz de proferir baixezas, não permitirias que a vergonha te nublasse os olhos – dirias claramente aquilo que desejasses”.

Poema de Safo dedicado a Átis

À Amada

Ventura que iguala aos deuses,

Em meu conceito desfruta

Quem junto de ti sentada,

As doces falas te escuta,

Goza teu mago sorrir.

Quando imagino em tal gosto

É minha alma um labirinto;

Expira-me a voz nos lábios;

Nas veias um fogo sinto;

Sinto os ouvidos zunir.

Gelado suor me inunda;

O corpo se me arrepia;

Fogem-me as cores do rosto,

Como ao vir da quadra fria

Entra a folha a desmaiar.

Respiro a custo, e já cuido

que se esvai a doce vida!

Arrisquemo-nos a tudo…

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Revista Sincronistas – 4ª Edição

O tema da Revista Sincronistas desse bimestre é "Felicidade".  Para você, o que é a felicidade? Será que ela existe? E o que significa ser feliz? Infelizmente, não temos respostas prontas para nenhuma dessas perguntas; no entanto, abordamos esses e outros questionamentos nas páginas da edição de Julho/Agosto. Esperamos que nossas palavras e imagens ajudem você a mergulhar fundo nesse mistério e... Continuar Lendo →

O jogo dos mares de vidro

Poética de Botequim

Vidro_HOME

Venha viver meus perigos,

Venha provar minhas chagas

E lamber minhas feridas,

Que lhe darei um mar cristalino!

Estamos sedentos, estamos famintos.

Vamos aumentar nossos medos?

E queimar nossos ninhos?

Se você viver meus infernos,

Se você se tornar minha amante,

Se me venerar esta noite,

Farei, com mil olhos de vidro,

Ladrilhos pra você passear

Por tortuosos caminhos.

Godoy

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Revista Sincronistas – 3ª Edição

Para receber essa e as próximas edições da nossa revista, clique aqui e assine nossa newsletter. -------------------------- Trabalho. Palavra tão pequena, mas com tão grandes implicações. Em nossa sociedade, é algo que nos define, que nos acompanha até a velhice, tão emaranhado em nossas vidas que fica difícil imaginar uma existência sem a obrigatoriedade de... Continuar Lendo →

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