Revista Sincronistas – 5ª Edição

Sincronistas - capa5

 

A 5ª edição da Revista Sincronistas demorou um pouco mais do que esperávamos. E não foi à toa.
Os últimos meses foram bastante atribulados – tivemos eleições, batalhas pessoais a travar, lutas e lutos, intervenções artísticas, participação na FLIM, palavras e vivências partilhadas offline.

Tivemos também a companhia de uma profunda tristeza, pois descobrimos que há muito ódio onde imaginávamos haver o amor. Tempos incertos e difíceis se aproximam para as mulheres, as populações vulneráveis, as vidas que são consideradas diferentes ou colocadas à margem, tempos duros para a educação, a cultura e a classe artística em nosso país. A nossa memória segue ameaçada, assim como nossas liberdades. A política continua sendo demonizada, reduzida a um simples comparecimento nas urnas de tempos em tempos.

Estamos nos aproximando de uma realidade autoritária que flerta com o fascismo e elogia a tortura, e nos perguntamos: como chegamos até aqui? O que esperar daqui para frente? O que podemos fazer para tentar reverter esse cenário tão polarizado?
Não sabemos. Talvez um bom ponto de partida para responder a essas perguntas seja aprendendo a analisar o presente à luz da história, compreendendo o que é política e o que é ser um animal político, e tentando entender como e onde nos encaixamos no cenário em que vivemos.

Nossa intenção, como sempre, é fazer você refletir sobre as questões que julgamos importantes. Nessa edição, falamos sobre política, memória e a mistura das duas coisas, numa tentativa de suscitar o pensamento crítico sobre esses aspectos que são fundamentais para nossa vida em sociedade, e que nos afetam diretamente. Sem memória, é impossível construir o futuro. Sem consciência política, não conseguimos nos libertar do que nos oprime.

Sabendo do nosso papel nesse mundo, somos e seremos resistência contra o retrocesso, pois somos palavra, arte, cultura. Por enquanto, essa é a nossa única resposta possível para o período que vivemos.

Nas palavras de Nina Simone: “Liberdade pra mim é isto: Não ter medo.”
Seguimos do lado da liberdade.

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